Até onde um agente entra em um Purview Assessment
Um agente pode gerar scripts, consolidar evidências e propor findings em um Purview Assessment. A fronteira importante é definir o que ele pode produzir — e o que ainda exige validação humana.
Colocar um agente dentro de um Purview Assessment exige uma fronteira clara: quais evidências ele pode receber, o que ele pode produzir e quem aprova a conclusão.
Esse é o fluxo que estou montando para Assessment e Health Check de Microsoft Purview.
O trabalho começa pelo escopo. DLP, Endpoint DLP, Sensitivity Labels, Information Protection, Insider Risk ou o recorte definido para aquela avaliação.
A partir daí, o agente prepara os scripts de coleta. Eu reviso antes da execução e faço a coleta no ambiente.
Para esse cenário, prefiro manter essa etapa intermediada pelo engineer. O agente não precisa receber acesso amplo ao tenant para participar de boa parte do trabalho.
As evidências voltam para análise. O agente pode consolidar arquivos, normalizar resultados, cruzar informações e estruturar uma primeira leitura em Findings, Gaps, Risks e Recommendations.
Também precisa existir uma saída perfeitamente válida: evidência insuficiente.
Ausência de evidência não prova ausência de controle. Uma configuração diferente do esperado também não vira gap automaticamente. A conclusão precisa sobreviver à evidência, ao contexto do cliente e à revisão técnica.
Onde MCP entra
Quando um finding depende do comportamento atual de um produto Microsoft, eu quero uma fonte primária dentro do fluxo.
O Microsoft Learn MCP Server permite que agentes pesquisem a documentação oficial, carreguem artigos completos e procurem exemplos de código.
No desenho desse Assessment, ele tem uma função bem específica: ajudar a validar o comportamento documentado do produto.
Ele não substitui a evidência do tenant.
A configuração do cliente vem da coleta. O MCP ajuda a responder outra pergunta: o que a Microsoft documenta hoje sobre aquela capacidade?
Essa separação evita misturar documentação de produto com observação do ambiente.
Skills colocam método no processo
Na experiência do Copilot Studio baseada no GitHub Copilot harness, Skills permitem empacotar instruções, scripts, templates e referências para tarefas específicas.
É aí que eu vejo espaço para uma Purview Assessment Skill.

A ideia não é colocar um prompt gigante dentro do agente. É transformar critérios do Assessment em regras reutilizáveis.
- Evidência mínima: o que precisa existir antes de sustentar um finding.
- Evidência insuficiente: condições em que o agente deve parar e assumir que ainda não é possível concluir.
- Critérios de análise: como diferenciar Finding, Gap, Risk e Recommendation.
- Estrutura da saída: quais campos, contexto e evidências cada análise precisa apresentar.
- Revisão humana: quais decisões nunca avançam automaticamente para o relatório final.
Isso não transforma o agente em auditor.
Transforma parte do método em algo explícito, repetível e revisável.
Tools cumprem outro papel: conectam o agente a capacidades externas, inclusive MCP servers. Workflows entram quando existe um processo de múltiplas etapas que precisa de uma execução mais determinística.
O desenho começa a ficar assim:

O ponto de controle continua humano
Eu deixaria o agente preparar, organizar, comparar e propor.
Não deixaria um finding entrar no relatório apenas porque o agente conseguiu produzi-lo.
Antes disso, ainda quero validar: a evidência sustenta a conclusão? O risco é relevante naquele contexto? A recomendação é aplicável? Existe alguma validação manual que falta?
Só depois a análise validada segue para a geração do documento final.
E é aí que esse experimento fica mais interessante para mim.
Estamos falando de usar IA dentro de um processo de proteção de dados. Então a arquitetura precisa deixar explícito quais dados o agente acessa, quais decisões ele pode propor e qual evidência permite revisar o resultado depois.
A provocação que fica é:
Se o agente consegue produzir um finding em segundos, você consegue explicar por que decidiu aceitá-lo?
Estou montando esse fluxo agora.
Se eu gravar um vídeo, quero abrir a configuração inteira: Agent, MCP, Skills, scripts de coleta, consolidação das evidências, análise e geração do relatório.
Vale colocar tudo isso na tela?